Nem toda dor generalizada é Fibromialgia

Nos últimos anos, a doença denominada Fibromialgia se tornou bastante popular. Essa síndrome, de causa ainda desconhecida, pode provocar dores fortes e aumento da sensibilidade por todo o corpo.

As investigações mais recentes mostram que ocorrem alterações na interpretação dos estímulos nervosos recebidos pelo cérebro. Além da dor musculoesquelética generalizada, costuma vir acompanhada de outros sintomas como fadiga, distúrbios do sono, distúrbios cognitivos (memória, atenção e concentração) e alterações de humor (depressão e ansiedade).

O diagnóstico é feito a partir desse conjunto de sintomas e não há nenhum exame específico que comprove a doença. Felizmente, não causa deformidades ou insuficiência dos órgãos, mas pode prejudicar bastante a qualidade de vida e a capacidade para o trabalho. Por isso, é muito importante falar sobre a doença e os possíveis tratamentos.

No entanto, não se pode presumir que toda dor crônica e generalizada é Fibromialgia. Existem outros diagnósticos que devem ser considerados e avaliados pelo Reumatologista para melhor definição do caso. As alternativas diagnósticas são diversas e incluem inflamações musculares, infecções, doenças hormonais e doenças autoimunes.

A Fibromialgia também pode aparecer concomitantemente a essas outras doenças. Logo, cada informação contada pelo paciente é essencial. E, muitas vezes, o esclarecimento do caso só surge após algum tempo de acompanhamento médico.

Dra. Glaucia Ferreira Abrahão – Médica Reumatologista CRM 177672

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