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Dor lombar em jovens – pode ser Espondilite Anquilosante?

A Espondilite Anquilosante (EA) é um tipo de doença reumática que causa inflamação na coluna vertebral e nas articulações sacroilíacas (região posterior das nádegas).

É mais comum em homens do que mulheres e em quem tem menos de 45 anos.

Chama atenção o tipo de dor nas costas apresentado: dor do tipo inflamatória, podendo ser dor lombar. Ou seja, a dor que apresenta um quadro que piora progressivamente, melhora com exercício e não costuma aliviar com o repouso. Comumente, pode ocorrer despertar noturno pela dor.

Além disso, é bem característica uma rigidez ao acordar: pela manhã, a pessoa tem a sensação de estar travada e só melhora após movimentação por longo período.

A doença também pode acometer outras partes do corpo como calcanhares e plantas dos pés, costelas, olhos, pele e intestino.

As causas da doença não são exatamente definidas, mas envolvem fatores genéticos, de imunidade e ambientais. O fator genético mais importante no EA é o HLA-B27 positivo, que pode ser identificado com um exame de sangue. Nem todo mundo que tem o exame positivo, irá desenvolver uma doença, mas a maioria dos pacientes que tem uma doença tem o exame positivo.

O diagnóstico é feito com um conjunto de informações: sintomas, exame físico e exames complementares, geralmente RX ou Ressonância Magnética da coluna e bacia, exames de sangue, os quais podem apresentar algum grau de inflamação, além do gene citado acima.

Para o tratamento, boletins são usados, anti-inflamatórios de forma contínua e, caso não exista melhora ou haja contraindicações a eles, o próximo passo é o uso de imunobiológicos. Ainda, geralmente é necessário acompanhamento com fisioterapeuta ou educador físico para alongamento e fortalecimento do corpo.

Por ser mais comum em pessoas jovens e do sexo masculino, esta doença muitas vezes é desprezada por pacientes e médicos, com uso de remédios anti-inflamatórios em idas ao Pronto Socorro, mas sem investigação. Contudo, se não for tratada, pode levar a sequelas. Não ignorar os sinais do seu corpo e adquirir atendimento especializado caso os sintomas persistam.

Dra. Glaucia Ferreira Abrahão – Médica Reumatologista CRM 177672

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